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Iris
Iris (EUA/2001)
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"Seu maior talento foi para vida"
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Alguns críticos e estudiosos de cinema dizem que um bom elenco não é o que conta na preparação de um filme. Para eles, o roteiro bem escrito, a direção segura, os magníficos cenários e figurinos, as inesquecíveis músicas e a magia dos efeitos são o suficiente para fazer do cinema uma arte. O próprio Stanley Kubrick (indiscutivelmente um artista de grande porte) disse que o cinema é “a arte da montagem”, não importando-se com os outros aspectos da produção. Fenômenos de bilheteria como “Jurassic Park”, “Armageddon” e “Independence Day” deixavam claro que utilizavam os atores apenas como adereços de um espetáculo que, a bem da verdade, não necessitava de nenhum grande astro (ou estrela) para fazer sua receita de sucesso funcionar. Nesses momentos, as pessoas se perguntavam: para que pagar 20 milhões a atores consagrados se algumas explosões e dinossauros podem se tornar “celebridades” muito mais lucrativas que esses próprios atores? Será que eles são mesmo necessários?
Uma questão de gosto tão duvidoso é realmente quase “irrespondível” (se é que existe outra palavra melhor). Opiniões divergentes, questionamentos e discussões podem rolar soltas mas não deixam claro afinal qual é a grande razão de ser de um filme. Mas, você deve estar se perguntando: “O que diabos o filme “Iris” tem a ver com isso?” Essa reposta é mais simples: apesar de ter um roteiro NÃO tão bem escrito, cenários NÃO tão grandiosos, músicas NÃO tão inesquecíveis, direção pouco segura e ZERO de efeitos especiais, esta obra ganha estrelinhas a mais justamente por contar com um elenco tão apurado, deixando o filme muito mais sublime e interessante do que poderia se esperar.
Finalista em 3 categorias do Oscar (melhor atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante), “Iris” narra a história da escritora Iris Murdoch, interpretada por Judi Dench na velhice e Kate Winslet na juventude. Essa figura verídica é uma mulher ousada, transgressora, que rompeu padrões e escreveu romances que escandalizaram e modificaram a literatura inglesa. Uma mente tão privilegiada, porém, sofreu no final de sua vida com o mal de Alzheimer, que lhe tirou o poder de controlar as palavras e fez com que esquecesse até mesmo o nome de seu próprio marido (Jim Broadbent, premiado com o Oscar). Porém, esta história rica em potencial fica pequena no decorrer da projeção. Decidido a focalizar a doença da romancista, o diretor nem sequer aborda sua importância artística e intelectual e os diálogos (comuns) e situações (clichês) não seguram o ritmo do filme. Portanto, segundo nossos críticos citados acima, o veredito é um só: fracasso! Certo?
Errado: se apoiando no talento extraordinário de seus atores, o filme ganha uma vida e uma beleza que transcende seus outros defeitos. Quando estes atores estão em cena é que se percebe a importância do material humano para um filme e o quanto uma interpretação adulta e verdadeira torna-se tão significativa para o espectador do lado de cá da tela. Judi Dench e Kate Winslet parecem realmente a mesma pessoa, dotada de sentimentos e poesia e Jim Broadbent constrói um personagem que é puro carisma e graça. Esqueça estas pessoas que defendem que uma explosão pode substituir um bom diálogo e que um dinossauro é mais expressivo do que Al Pacino. Elas não sabem que, na verdade, um bom elenco pode transformar algo medíocre em um grande sucesso. E, se “Iris” não é um grande filme, acaba ganhando um mérito inquestionável: o de provar que a sensibilidade e o talento são os verdadeiros responsáveis por fazer do cinema uma arte. E isso, não há quem faça melhor do que um grande ator.
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Plínio Meirelles
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Filme baseado no livro autobiográfico de John Bailey, Íris conta a história real da escritora britânica Iris Murdoch e de seu marido, também escritor. Na vida de Iris Murdoch, descreve os primeiros e últimos momentos da relação de John Bailey com a mulher, a filósofa e romancista, Íris Murdoch, e um filme comovente, que contrasta a vida do casal enquanto jovem, com os últimos dias de vida de Íris.
A história, ocorre paralelamente em duas épocas: Nos anos 50 e 90, quando o jovem casal explode em paixões, dúvidas e transgressões, e nos dias atuais, quando o mal de Alzheimer começa a abater a fogosa personalidade da escritora. Íris, protagonizada por Judi Dench, vista como uma das principais romancistas da sua época, começa a sentir as primeiras manifestações desta Doença (Alzheimer) que a levaria a perder as suas faculdades.
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência na velhice. Acredita-se que existam 15 milhões de pessoas no mundo com a doença. Caracteriza-se pela perda da memória associada à deterioração das funções intelectuais, emocionais e cognitivas. Ocorre entre homens e mulheres, na mesma proporção, sendo que incide em 8 da população de idosos. Pode ter inicio ao redor dos 50 anos, mas é mais freqüente em idades mais avançadas. É uma doença de caráter progressivo.
No princípio ela começa a esquecer-se das palavras, o que se revela uma experiência frustrante. Em seguida, perde mais do que as palavras, deixa de conseguir escrever e falar coerentemente. O marido John (Jim Broadbent) é então, impelido para o papel de cuidador. Há alturas em que ele sente que não é capaz de suportar esta situação, mas o amor pela mulher é tal que, não a abandona.
John tem de buscar forças e atitudes no fundo de sua alma para servir de suporte a uma mulher dominada pela doença, perseverança, pasciencia, e demostração de amor e carinho sao adjetivos que nao faltaram a john, progressivamente Iris a cada dia ficava mais afetada pela doença, por mais que se esforçasse, Iris reconhecera suas limitação e john passou a ser o alicersse para que Iris atingisse seu objetivo.
Iris e um exemplo de filme, principalmente para quem quer conhecer um pouco da Doença de alzheimer, pois o filme nos proporciona ver o desenvolvimento desta doença, a desgenerazação, o sofrimento de quem e possuidor desta sindrome, e de como, estudante em psicologia, nos permite a possibilidade de ver, como devemos lhe dar com o sujeito portador da mesma. "
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visitante Glayton Ramos De Figueiredo
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