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Ratatouille
Ratatouille (EUA/2007)
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Direção:
Brad Bird
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Roteiro:
Brad Bird, Emily Cook , Kathy Greenberg
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Elenco:
Patton Oswalt (Remy), Brad Garrett (Chef Auguste Gusteau), Brian Dennehy (Jango), Lou Romano (Linguini), Janeane Garofalo (Collette), Ian Holm , Peter Sohn , John Ratzenberger , Peter O`Toole (Anton Ego)
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[Veja os participantes de "Ratatouille"]
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Duração: 110 min.
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Gênero: Animação/Comédia
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Cafômetro:
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Nota:
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Nota dos visitantes:
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"Uma comédia de bom gosto."
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C`est magnifique!!! Essa foi a primeira coisa que veio na minha cabeça ao terminar de assistir “Ratatouille”, mais novo filme da Pixar Animation Studios, o primeiro desde que foi comprada pela Walt Disney Pictures. O longa não é apenas uma das melhores animações realizadas pelo estúdio, mas também um dos melhores filmes de 2007, favorito absoluto ao Oscar de Melhor Filme de Animação.
O mais impressionante da Pixar é que o estúdio não tem o menor medo de arriscar. Ao invés de investir em franquias ou fórmulas como fazem seus concorrentes, a Pixar arrisca cada vez mais. Depois de fazer um filme de ação com super-herói eles realizaram um sobre carros de corrida em meio o avanço da civilização, através da construção de grandes rodovias, e agora, contam a história de um rato em um restaurante francês cinco estrelas, uma combinação totalmente impensável, e até por isso sensacional.
“Ratatouille” (fala-se Ra-Ta-Tui) conta a história de Remy, um rato que sonha em se tornar um grande chef de um restaurante francês, mesmo contra os desejos de sua família e do óbvio problema de ser uma profissão totalmente inapropriada para roedores. Quando o destino o separa de sua família e o leva até Paris, Remy se depara com o famoso restaurante de Auguste Gusteau, seu herói culinário, cujo lema é “qualquer um pode cozinhar”. Ao visitar o restaurante, Remy descobre que um rato é um animal absolutamente indesejável no universo culinário.
Quando os sonhos de Remy parecem estar prestes a virar fumaça, ele encontra um cúmplice: Linguini. Trata-se de um jovem e atrapalhado rapaz que tira o lixo do restaurante e não quer ser demitido de mais um emprego. Ao descobrir que Remy sabe cozinhar, Linguini, que parece não saber ao menos ferver água, propõe que os dois formem uma inusitada parceria, em que Remy ajudaria Linguini a não perder o emprego, a ainda ganhar a fama de bom chef, enquanto este abriria caminho para o rato fazer o que mais ama: cozinhar.
Dirigido e escrito por Brad Bird (“Os Incríveis”), e co-escrito por Jan Pinkava (do curta-metragem vencedor do Oscar “Jogo de Geri”), “Ratatouille” é um filme memorável. Pode não ser a melhor animação da Pixar (não me perguntem qual é?), mas é sem sombra de dúvida seu filme mais bem animado. Os detalhes dos personagens são extraordinários, tanto dos humanos quanto dos ratos. Já foi o tempo em que todos os seres humanos tinham a mesma cara nas animações, seja homem, mulher ou criança (vide “A Era do Gelo”). Aqui cada personagem tem características específicas e feições diversas. O mesmo vale para os ratos. Além de se diferenciarem pela cor e tipo de pêlo, cada rato anda, come, fala, e pensa à sua maneira, sem nenhum tipo de comportamento padrão.
Falando na animação, a Pixar aproveitou o lançamento do filme para dar uma alfinetada em filmes como “Happy Feet: O Pingüim”, “O Expresso Polar” e outros, que utilizam captura de movimentos. No final dos créditos aparece um selo de garantia afirmando: “100% animação genuína. Nenhuma técnica de captura de movimentos ou outro tipo de atalho foram utilizados na produção deste filme”. Tal comentário, apesar de inspirado, acabou gerando polêmica na Disney, que acaba de firmar sociedade com Robert Zemeckis para criar um novo estúdio de animação digital. Zemeckis é o diretor de “O Expresso Polar”, e produtor de “A Casa Monstro” que também utiliza captura de movimentos, e não teria ficado nada contente com a alfinetada da Pixar. Dick Cook, presidente da Disney, teve de ligar pessoalmente para Zemeckis para pedir desculpas pela piadinha.
Antes da estréia do filme nos cinemas dos Estados Unidos analistas do mercado cinematográfico acreditavam que o principal desafio dos diretores de marketing da Disney e da Pixar seria conseguir vender o filme, transforma-lo em um sucesso de bilheteria. O nome difícil, a trama adulta e a ambientação na França foram colocados como principais empecilhos para o sucesso da fita. Com a estréia do filme todos esses “probleminhas” foram jogados para debaixo do tapete. O longa é tão bom que superou essas baboseiras de mercado estreando em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas. É verdade que a arrecadação (US$ 42,7 milhões) foi inferior a dos últimos lançamentos da Pixar, mas nada que lhe tire o rótulo de blockbuster.
A Pixar sempre teve como característica principal o fato realizar filmes infantis que também agradem adultos. Mas é interessante reparar que um estúdio que realiza animações tem caminhado cada vez mais em direção de um público mais velho. Não é difícil imaginar que em breve a Pixar realizará filmes adultos que também agradem crianças. Reparem como “Carros” e “Ratattouille” não possuem um personagem criança sequer. Seguindo essa tendência, os próximos projetos do estúdio, “Wall-E”, descrito pelos produtores como “R2D2 encontra Luzes da Cidade”, e “Up”, uma ação estrelada por um herói de 70 anos que se une a um guarda florestal na luta contra vilões poluidores, prometem ser ainda menos infantis.
“Ratatouille” trata de temas sérios, como o quão importante é aceitar o diferente, a luta contra as expectativas familiares, a busca da própria independência, e a importância de sermos verdadeiros com aquilo que realmente somos. O filme desmistifica aquela famosa pergunta: “você é um rato ou um homem?”. Aqui o rato é humano. Remy deseja fazer aquilo que mais ama e para isso mergulha num universo completamente hostil. Exatamente como nós, que temos que lutar contra um mercado de trabalho espremido e feroz para realizarmos aquilo que amamos.
Dando vida aos inesquecíveis personagens, o elenco de dubladores do filme inclui Patton Oswalt, Brian Dennehy, Brad Garrett, Janeane Garofalo, Ian Holm, Peter O`Toole. Samara Felippo e Thiago Fragoso foram os escalados para dublar a versão em português do longa.
Indicado a oito Oscars, Peter O`Toole foi o responsável pela voz de Anton Ego, um crítico culinário temido por todos os restaurantes de Paris. Ego é feroz em suas críticas, que podem acabar com um empreendimento. Ao explorar a fundo o personagem, o filme também se dispôs a debater o papel do crítico. Reflexão que pode facilmente se estender àqueles que, como a Confraria, se propõem a criticar cinema. O mais interessante de todo esse debate é que em nenhum momento ele cai na ofensa gratuita. O crítico aqui não é vilão, ele realmente ama aquilo sobre o que comenta. “O que salva Ego é que ele realmente ama a comida. Eu sempre posso perdoar um crítico, quando eles estão criticando algo que amam”, destacou O`Toole.
“Ratatouille” rompe a barreira entre a animação e o live-action e se revela uma obra cinematográfica exemplar, com trama matura e bem desenvolvida e personagens carismáticos, além de seqüências divertidíssimas. Imperdível!!!
Curiosidades: o vilão francês Bomb Voyage, de “Os Incríveis”, aparece ao fundo em uma das cenas de rua no filme.
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Lucas Salgado
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Diferentemente dos demais DVD´s lançados pela Pixar, “Ratatouille” chegou ao Brasil em uma versão com apenas um disco. Com uma embalagem requintada ao bom gosto de Remy, o disco contém, além do filme, o excelente curta “Quase Abduzido” já exibido nos cinemas, e que merece ser visto novamente. O DVD peca por exibir um número excessivo de propaganda de outros filmes no início e não trazer um “Making of” de Ratatouille, que poderia ser um extra interessante. Uma surpresa agradável foi assistir à animação “Meu Amigo Rato” (apresentados por Remi e Emile), que conta a história da relação ratos – seres humanos de forma divertida e bastante instrutiva, mostrando as diferentes espécies de ratos e sua relação com pestes e doenças. Apesar de deixar alguns extras a desejar, o DVD de “Ratatouille” é certamente compensador por se tratar de uma obra-prima da animação.
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| Trailer de Ratatouille |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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| Trailer de Ratatouille (Trailer 2) |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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| Galerias de fotos:
Galeria de pôsteres de Ratatouille (6 fotos)
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Eram os Ratos Cozinheiros
Ratatouille chega a dar água na boca. O filme junta a fome com a vontade de comer doces e salgados. Mas também é um duro golpe, você ver nele uma metáfora da sociedade humana. É bem difícil acreditar que um dia, os mendigos vindo do esgoto, reguem com molho, os pratos que os ricos irão comer e gostar. A impressão que dá é que em determinado momento, um pobre resolve recusar os restos de comida por causa da leitura. Até nisso os livros causam alegria! Do começo ao fim do filme ninguém consegue ficar distraído: Ora Paris sucumbe dos bueiros; Ora os gestos dos ratos e humanos são um samba que só a computação gráfica dirigida por Brad Bird pode criar.
Desta vez foi! A mensagem é de sentido de equipe, liderança, ética e higiene, vinda de um rato? A tela inteira cheirando a pão e condimentos, ajudando o personagem Remy a lutar por seu ideal, sua profissão, mesmo que a família no início seja contra. Depois do filme, a gente sai na rua olhando por onde pisa. Ratatouille é mais do que um entretenimento. É um concerto musical que começa no esgoto, bem longe, lá no estrangeiro.
Edmilson Vieira é artista plástico e escreve crônicas dnv01@hotmail. Com
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visitante Edmilson Vieira
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