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Anticristo
Antichrist (Dinamarca/2009)
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Aqueles que procuram por um filme fácil ou um entretenimento raso devem passar longe de “Anticristo”, bem como de toda a obra do diretor dinamarquês Lars von Trier, cujos pontos altos são “Dançando no Escuro” e “Dogville”. Esta contra-recomendação não é de forma alguma um demérito do filme ou do público que não irá apreciá-lo, mas é fundamental que a pessoa saiba o que a estará esperando na sessão. Pensamos em começar a crítica com algo como “A Confraria de Cinema adverte”, mas pareceria aviso do Ministério da Saúde e desistimos.
“Antichrist” (no original) já iniciou sua carreira internacional diante de muita polêmica. Exibido no Festival de Cannes 2009, o filme recebeu aplausos e vaias nas sessões oficiais e acabou caindo em desgraça com a crítica após uma polêmica coletiva de imprensa, em que Trier se esquivou de muitas das perguntas ("Não sou obrigado a responder sobre isso, não vejo a razão") e ainda disse ser o “melhor diretor do mundo”. Passados alguns meses do festival, onde o filme recebeu a Palma de Melhor Atriz para Charlotte Gainsbourg, podemos analisar o longa com maior frieza. Frio, à propósito, é um adjetivo que pode muito bem ser atribuído ao filme. Não é frio no sentido de que não transmite emoções, mas no sentido de congelar a espinha. “Anticristo” é uma produção agressiva, é, como bem descreveu o crítico Roger Ebert (Chicago Sun Times), uma “garfada nos olhos”. Lars von Trier atinge o espectador de forma contundente e profunda, deixando marcas que ficarão na memória por algum tempo. Por mais que algumas cenas pareçam dignas de Filmes B nada é gratuito. Essas cenas vistas isoladamente podem parecer desnecessárias, mas juntas formam “Anticristo”, para o bem ou para o mal.
Dividido em seis partes (Prólogo, Dor, Luto, Desespero, Os Três Mendigos e Epilogo), “Anticristo” conta a história de um casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) devastado pela morte de seu único filho. Os dois se mudam para uma cabana isolada na floresta Éden, onde o marido, um psicólogo, tentará ajudar a esposa a recuperar-se da perde. A floresta, no entanto, revela-se um ambiente estranho e obscuro onde tudo pode acontecer.
Após Emily Watson, Björk, Catherine Deneuve, Nicole Kidman e Lauren Bacall sofrerem nas mãos de von Trier, agora foi a vez Gainsbourg. A atriz se dedica de corpo e alma ao papel e não é difícil de imaginar que se junte à lista das que não querem trabalhar novamente com o diretor. Em entrevista à Confraria em 2005, Danny Glover, que trabalhou com o diretor em “Manderlay”, rechaçou a ideia de que Lars von Trier atuasse como um ditador nos sets e afirmou que sempre se sentia confortável durante as filmagens. Mas não podemos negar que a atitude do cineasta com as atrizes é diferente. Talvez por isso as figuras femininas sejam sempre mais importantes em seus filmes.
Apontado pelo próprio diretor como o “filme mais importante” de sua carreira (no que a Confraria discorda), “Anticristo” não é um filme para ser explicado, mas para ser assistido. Os pontos de vista da psicologia e da pura e simples existência do mal são explorados e misturados, dando ao filme quase que um caráter de ciência oculta. Mas a intenção não é produzir um resultado e sim fomentar opiniões e posicionamentos. E nisso, “Anticristo” se sai muito bem.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Comentário da crítica vale?
Todo diretor acha que seu filme mais recente é o seu melhor filme. Se não pensassemos que poderíamos nos sair melhor do que anteriormente acabaríamos com as nossas carreiras. Não haveria porque continuar a não ser que o único objetivo fosse ganhar dinheiro (o que também é válido, mas não parece se aplicar o Lars Von Trier).
No mais, ame ou odeie, sofra ou divirta-se (se alguém consegue), o filme merece ser assistido por todos (ou todos merecem assistir o filme - não estou bem certa).
Eu sofri (e não foi pouco), mas amei e, enquanto o as sensações que o filme me passou não se apagarem da minha memória, eu vou concordar com Lars Von Trier, embora ninguém, nunca, vá me ouvir dizer que ele é o melhor diretor do mundo.
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visitante Mariane
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"Meu comentário pode parecer o menos pertinente que encontrarão por aqui ou o mais, pela polêmica.
Gostaria de colocar antes de qualquer opinião, que assisto todos os tipos de filmes. Não importando o Cult ou o Cafri. Mas minha veia Cafri é muito maior.
Para o Anticristo eu tive que tentar assisti-lo pelo menos 3 vezes, mas não é para entender o filme, ou apreciar a bela fotografia, mas porque eu dormi no meio as duas primeiras vezes. Chato, lento, com algumas cenas para chocar, se quer esse tipo de coisa tem muitos filmes que podem te oferecer a mesma coisa, sem o tédio. Obra de arte, quem define isso? Só porque a coisa é cult e ninguém entende nada, falam em obra prima. Hipócritas os que falam isso.
Eleito o filme para ninar, pois é só colocar que em 10 min já estou dormindo. Boa sorte para os que encontram a beleza, a obra prima e ficam achando o máximo o filme que não entenderam.
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visitante Thiago
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"Confesso que não entendi o filme. É uma colagem de belas imagens usadas para demonstrar o horror e o mal, ok. Mas algumas são extremamente desnecessárias e além de beirar o trash, não acrescentam em nada ao filme, só o faz tomar um ar de gore dos anos 70 ou coisa pior. Talvez precise vê-lo novamente pra entender tamanha escatologia, não sei se conseguirei, não que seja fraco, mas é que o filme não me prendeu mesmo, foi o único filme em muito tempo que me deu sono no cinema, este até cheio para o dia e horário da sessão: Sábado às 22: 00H. O que mostra a curiosidade do público pela obra.
Enfim, perdoem-me a ignorancia, mas realmente não entendi o que o Sr. Von Trier prentendia. "
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visitante Alan Brito
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[Veja todos os comentários]
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