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Crime Delicado
Crime Delicado (Brasil/2005)
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Quem é fã do cinema de Beto Brant vai se surpreender com este “Crime Delicado”. Diretor de filmes ágeis, carregados de violência (vide “Os Matadores”, “Ação Entre Amigos” e “O Invasor”), Brant realiza um longa extremamente poético. Poético até além da conta.
Baseado em livro homônimo de Sérgio Sant`anna, o filme conta a história de um crítico teatral (Marco Ricca, de “O Casamento de Romeu & Julieta”) que tem sua vida desestabilizada após conhecer uma atraente mulher em um bar (Lilian Taublib, que estréia na telona). Além de Ricca e Taublib, “Crime Delicado” conta com as presenças de Felipe Ehrenberg, Maria Manoela, Matheus Nachtergaele e Cláudio Assis (diretor de “Amarelo Manga”).
Exibido na 9ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o longa possui momentos de obra-prima, mas ao mesmo tempos acaba escorregando em sua própria premissa. Como disse acima, a poesia no filme acaba sendo maior do que a necessária, o que deixa algumas seqüências a beira do insuportável, como o dialogo entre os travestis no bar e o monólogo do artista plástico (Ehrenberg). Outro erro do filme é se alongar demais nas cenas que retratam peças teatrais.
Não seria nada justo eu citar apenas os defeitos do filmes, então devo ressaltar que a direção de Brant é extremamente competente – ressaltando-se sua habilidade nos planos-seqüência – e as atuações beiram a perfeição. Até Ricca, que muitas vezes é um grande canastrão na telinha, está muito bem no papel principal. A estreante Taublib também brilha, mostrando porque o protagonista se encanta por ela.
Vencedor do prêmio de Melhor Diretor e o Prêmio FIPRESCI - Prêmio Especial do Júri, no Festival do Rio, “Crime Delicado” merece ser conferido, mas a ressalvas estão feitas. No mais, aproveite.
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Lucas Salgado
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