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A Era da Inocência
L`Âge de Ténèbres (Canadá/2007)

Direção: Denys Arcand

Roteiro: Denys Arcand

Elenco: Marc Labrèche (Jean-Marc Leblanc), Diane Kruger (Véronica Star), Sylvie Léonard (Sylvie Cormier-LeBlanc), Caroline Néron (Carole Bigras-Bourque), Macha Grenon (Béatrice de Savoie), Emma de Caunes (Karine Tendance), Rufus Wainwright (Príncipe)

[Veja os participantes de "A Era da Inocência"]

Duração: 104 min.

Gênero: Comédia

Nota dos visitantes:
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“A Era da Inocência” é um drama do diretor canadense Denys Arcand (“As Invasões Bárbaras”). O filme gira em torno de Jean-Marc, um funcionário público que tenta escapar do tédio da realidade se imaginando como um herói em um mundo de aventuras. Enquanto sonha em ser um cavaleiro, um astro dos palcos ou um autor de sucesso cercado de mulheres, Jean-Marc deve lidar com o dia-a-dia de uma vida insípida, um emprego sem futuro e uma vida familiar fracassada. Esta é a terceira parte da trilogia de Denys Arcand sobre a sociedade americana, iniciada em 1986 com “O Declínio do Império Americano”, que foi seguido do premiado “As Invasões Bárbaras”, de 2003.
Imagens de "A Era da Inocência"
A Era da Inocência A Era da Inocência
A Era da Inocência
Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"O canadense Denys Arcand é um diretor instigante e profundo, autor de duas pérolas cinematográficas: “O declínio do Império Americano” e sua seqüência “ Invasões Bárbaras”. Nesse seu novo filme, o tom é mais ameno e a opção pela comédia torna o estilo do cineasta mais leve, mas não menos inquietante. As agruras de um funcionário público canadense, em plena crise da meia-idade, lembram um pouco “Beleza Americana”, filme de Sam Mendes, ganhador do Oscar. A frustração com o trabalho, com a carreira e com a família, tornam a figura de Jean-Marc, o personagem central (brilhantemente vivido por Marc Labrèche ) um patético retrato do homem moderno. Ele preenche seu vazio e suas frustrações com fantasias geniais, quase todas sexuais. Elas acabam por revelar sua capacidade criativa, sabotada pela rotina e servem para temperar o roteiro com um humor que, por vezes, beira o pastelão. Por trás dessa graça, como de hábito, Arcand quer propor, questionar. Ele aproveita para criticar a burocracia e as leis de Quebec (o que não diria das nossas? ) E, principalmente a rotina da tragicômica “vida moderna” e seus modismos. No centro da trama, a fantasia como fuga da realidade, espécie de ópio mental. Uma mostra de como as pessoas tentam dourar suas pílulas, num auto-engano tanto útil quanto perigoso. No final, a mensagem mais otimista soa como uma espécie de alívio para o público, principalmente o masculino, que consegue sair da sala e encarar a rua com alguma esperança. "

visitante Rodrigo Echeverria Flores

"O personagem principal de a Era da Inocência (o título original - “a Idade das Trevas” traduz melhor a mensagem do diretor, mas espantaria o público que pensa tratar-se o filme apenas de uma comédia) chama-se (Jean-Marc) Leblanc – “o branco” e está constantemente fugindo do seu mundo tenebroso por meio de suas fantasias estaparfúdias pontuadas por desejos sexuais e de grandeza reprimidos. Mas “ Le Blanc” tanto pode ser o sujeito “claro” que rejeita um mundo cego pela estupidez e pela hipocrisia quanto alguém com realizações “em branco” e uma vida vazia (embora cheia de ilusões perdidas ou irrealizáveis). Leblanc é o alterego do diretor Denis Arcand em fuga da hipocrisia e mediocridade que cerca o mundo das celebridades, no qual ele mesmo se insere, mas também é o homem comum massacrado e transtornado pela indiferença, impaciência, sarcasmo e impiedade da nova idade (média) das trevas. Leblanc é um funcionário público pago por uma sociedade politicamente correta que se dedica a “ouvir” os cidadãos injustiçados por ela mesma. Mas por ser também uma vítima desta sociedade, Leblanc é complementamente incapaz de resolver qualquer dos problemas a ele levados por pessoas tão semelhantes a si mesmo. Por isso age, tal qual seus próprios carrascos, com cruel ironia diante destes seres socialmente desesperançados. A Era da Inocência pode não seu um filme tão empolgante para a crítica como foram “o Declínio do Império Americano” e “As Invasões Bárbaras” mas soa como um desabafo de Denis Arcand, e não deixa de ser, tal como seus antecessores, uma reflexão tão ácida quanto pertinente da sociedade contemporânea. "

visitante Sérgio Ulisses Jatobá
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