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Leões e Cordeiros
Lions for Lambs (EUA/2007)
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Após a bilheteria apenas razoável de “Missão Impossível 3”, a vida de Tom Cruise virou de ponta a cabeça. Contestou a existência da depressão pós-parto, propagou a Cientologia mundo afora, pulou no sofá de Oprah Winfrey e, por fim, foi defenestrado da Paramount Pictures. Depois de um longo e lucrativo acordo de 14 anos, a Paramount decidiu romper o contrato com a Cruise/Wagner, produtora do astro e de sua agente Paula Wagner. Para comprometer ainda mais a imagem de Cruise, o rompimento não foi nada amigável, com direito a pronunciamento de Sumner Redstone, chefão da Viacom, conglomerado ao qual a Paramount pertence, dizendo que o “comportamento bizarro” do ator fez com que a companhia desistisse de trabalhar com ele.
Mas o que parecia um caminho sem volta na carreira de Tom acabou se tornando algo positivo. Longe dos blockbusters, o astro pôde se dedicar à função de executivo, assumindo o cargo de chefão da United Artists, estúdio fundado em 1919 por Charlie Chaplin, Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D.W. Griffith, comprado pela MGM em 1980 e totalmente esquecido nos anos posteriores. Agora, com o apoio da MGM, Tom Cruise assumiu a responsabilidade de resgatar a UA, e inicia de forma muito promissora.
Ao assistir televisão em casa, o roteirista Matthew Michael Carnahan (“O Reino”) percebeu a frieza com que passava pelos canais, ora conferindo uma transmissão esportiva ora noticiários sobre a guerra do Iraque. Carnahan percebeu a indiferença de muitos com o que acontece no Oriente Médio e resolveu, a partir de sua indignação, escrever o roteiro de "Leões e Cordeiros". O roteiro foi enviado para Cruise, que aprovou e convidou Robert Redford para dirigir. Longe das câmeras desde "Lendas da Vida" (2000), Redford embarcou no projeto e ainda convocou sua amiga Meryl Streep ("Entre Dois Amores") para atuar no filme. Tanto Cruise quanto Redford acumularam as funções de produtor e diretor, respectivamente, com as de atores na produção.
"Leões e Cordeiros" é um daqueles filmes que estão em extinção em Hollywood. Por mais que o cinema norte-americano lance cada vez mais filmes engajados, reflexo da indignação da classe artística com o atual "american way of life", a maioria dessas produções não deixa de glamourizar a discussão política ou a própria guerra. O filme de Robert Redford não busca apresentar soluções, busca somente discutir idéias e conceitos. É um filme que não julga, apenas incentiva a reflexão por parte do espectador.
O debate ocorre em três frentes. O Senador Jasper Irving (Tom Cruise) pretende vender sua mais nova estratégia na guerra contra o terror à jornalista Janine Roth (Meryl Streep). O professor idealista Stephen Malley (Robert Redford) tenta convencer um de seus alunos mais promissores (Andrew Garfield) a mudar o curso de sua vida. E dois rapazes (Derek Luke e Michael Peña) combatem nas montanhas cobertas de neve do Afeganistão, desejando dar sentido a suas vidas ao se alistassem no exército americano. Nessas simples tramas, "Lions for Lambs" (no original) discute questões como idealismo x pragmatismo, comprometimento x utopia e ambição pelo poder x responsabilidade da imprensa.
Verificando-se a carreira de Robert Redford pode-se chegar à conclusão de que o ator se interessa muito por produções engajadas, como "O Candidato" e "Todos os Homens do Presidente". Mas olhando friamente podemos ver que o astro não se interessa somente por política, mas também pelo papel da mídia no dia a dia norte-americano. Em "Todos os Homens..." viveu Bob Woodward, um dos homens responsáveis pelo livro homônimo que ajudou a derrubar o Presidente Nixon após o escândalo Watergate. Depois vieram "Rebelião em Milagro" e "Quiz Show", que também exploram a mídia como tema principal.
O confronto de Cruise e Streep proporciona os melhores momentos do longa. Sem papas na língua, a dupla cria um "sistema" de manipular e deixar ser manipulado que deixa sempre em dúvida a intenção de cada um. Este debate gera as melhores reflexões do filme e é onde vai mais longe em sua veia crítica, deixando claro a importância da mídia em "vender" a guerra contra o terror para a população dos Estados Unidos.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Esse filme é muito chato! É claro que ele mostra um problema que não devemos tapar os olhos para ele, mas não é só porque um filme trata de um ótimo tema para se descutir que ele é bom...
Ele é o típico filme para as pessoas que se acham muito inteligentes (não desmerecendo essas pessoas, que podem sim ser muito inteligentes, mas se acham mais do que devem) ficarem refletindo e comentando com seus amigos sobre os temas abordados no filme (o que é uma coisa até boa), porém, o filme é muito repetitivo, com 91 minutos sem nenhuma ação, e onde deveria te-la ficou muito mal elaborada, as conversas são muito chatas e deixam algumas pessoas sem entender.
O filme poderia ter um grande final que deixaria todos surpresos, ou pelo menos ter um final, mas por preguiça, ou por incompetência de quem escreveu o filme, até eu poderia fazer um final melhor! Ai vem um cara de outro site e fala que o filme não tem fim porque a guerra no Afeganistão não teve fim ainda.... Então um filme que mostra a evolução humana, por exemplo, não deve ter fim porque a evolução não acabou ainda?? ?
Esse tipo de filme deveria ser feito para pessoas mais burras, por assim dizer, começar a refletir sobe o mundo (porque as pessoas ditas inteligentes não precisam de um filme para compreender a realidade), e para isso deveria chamar a atenção de alguma forma, como algumas cenas de ação e coisas do tipo.
Resumindo, esse é um filme que tinha tudo para ser muito bom (atores, tema... ) Porém
deu errado. Então lá vou eu assistir Mandando Bala(o melhor filme do mundo)!
Ps.: Apesar de tudo o cinema estava precisando de filmes assim (por isso minha nota para o filme é 3 e não zero).
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visitante Gustavo
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"Fiquei curiosa para assistir este filme, pois sou fã da Meryl e nunca tinha ouvido falar dele.. . Onde posso comprá-lo. . . Ou assisti-lo.. . .
Obrigada! "
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visitante Maria Lúcia De Oliveira
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"É, realmente não se trata de um filme de ação, mas não consegui desgrudar da tela, os conflitantes debates me motivaram e a complexidade desta realidade mostrada a quem tem interesse fica forte nos pontos de vista de cada lado, assistirei mais de uma vez, pois é realmente um filme ágil e não quero perder detalhes. "
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visitante da Confraria
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"Adorei...
Discute as relações entre mídia e poder de um modo como poucos. É maravilhoso quando o senador diz para a jornalista: Vocês são tão responsáveis quanto nós pela Guerra do Iraque. Vocês não a divulgaram, vocês a promoveram!
Como estudante de jornalismo este filme foi de muita valia para a construção de uma análise mais crítica para a atuação da mídia em nossa sociedade. Isso sem falar dos outros núcleos também, cheios de vida e com questões sempre intrigantes.
Um filme não precisa de ação policial, de um desfecho brilhante ou da figura de um bravo herói pra ser bom... Precisa apenas de uma boa história. E esse tem: Uma história que consegue envolver burros, inteligentes e aqueles que se acham inteligentes.
Fantástico, simplesmente! "
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visitante Jader Moraes
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[Veja todos os comentários]
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