[Escolha sua cidade] Brasil, 1 de agosto de 2010
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Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Pirates of the Caribbean: At Worlds End (EUA/2007)

Direção: Gore Verbinski

Roteiro: Ted Elliott, Terry Rossio

Elenco: Johnny Depp (Capitão Jack Sparrow), Orlando Bloom (Will Turner), Keira Knightley (Elizabeth Swann), Bill Nighy (Davey Jones), Geoffrey Rush (Capitão Barbossa), Chow Yun-Fat (Capitão Sao Feng), Stellan Skarsgard (Bill Turner), Jonathan Pryce (Governador Weatherby Swann), Tom Hollander (Cutler Beckett), Jack Davenport (Norrington), Naomie Harris (Tia Dalma), Mackenzie Crook (Ragetti)

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Gênero: Aventura

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Chega ao final mais uma trilogia. E como não pensar no significado quase místico que o número 3 tem tido no mundo do cinema, principalmente nestes últimos anos? Peter Jackson saiu do anonimato de um diretor de cinema Trash para a boca de todos os jovens do planeta, ao transformar os 3 livros de um velho professor inglês na maior saga de aventura que o cinema já havia visto desde “ Guerra nas Estrelas” (que, como os fãs insistem em lembrar, se separa claramente entre uma velha trilogia e uma nova trilogia). O escolhido Neo navegou pelo mundo de “Matrix” também por três filmes e “Harry Potter” só não vira trilogia porque JK Rowling resolveu que tinha muito que contar nas aventuras do bruxo (para nossa alegria).
É fácil entender porque o número 3 funciona. No mundo do cinema comercial, dividir uma história em três partes é simples: no primeiro filme os personagens são introduzidos e um primeiro obstáculo é superado, mostrando as forças e fraquezas de cada um; o segundo filme permite um maior aprofundamento na construção dos personagens e é caracteristicamente o mais sombrio nas trilogias, com um desfecho que sempre parece indicar que tudo está perdido; e o terceiro filme é o gran finale, onde a produtora normalmente abre os bolsos no orçamento (principalmente se a série deu lucro nos dois primeiros filmes), os protagonistas encontram seus verdadeiros amores e enfrentam seus inimigos em grandes batalhas épicas. Enquanto o terceiro filme é sempre o mais esperado nas trilogias, é nele também que se podem cometer os maiores erros. De um lado está a expectativa do público, de outro a força dos produtores querendo vigiar de perto seus produtos de sucesso, e no meio um diretor e um roteirista que precisam criar um encerramento que literalmente agrade gregos e troianos e que ainda seja fiel às suas concepções criativas originais.
”Piratas do Caribe” não foge a essa regra. O primeiro filme nasceu de uma iniciativa da Disney em transformar um brinquedo bastante infantil em uma grande franquia cinematográfica, um golpe comercial que visava um público sedento por filmes de aventura evidenciado pelo sucesso da trilogia de “O Senhor dos Anéis”. Estourou nas bilheterias ao combinar um excelente trabalho do diretor Gore Verbinski com a atuação espetacular de Johnny Depp, no papel do Capitão Jack Sparrow. Depois de um lucrativo segundo filme com um final sombrio (Jack Sparrow é engolido pelo monstro dos mares conhecido como Kraken), chega a hora de encerrar a trilogia. E “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” foi sufocado por sua própria grandiosidade. Já deixo claro que o filme é ótimo, divertidíssimo e uma das grandes produções do ano. Mas faltou algo mais.
A trama de “No Fim do Mundo” é simples e linear como um filme pipoca deve ser. Elizabeth e Will Turner se unem ao Capitão Barbosa para trazerem de volta o Capitão Jack Sparrow, que está preso “no fim do mundo”, pois foi engolido pelo animal de estimação de Davey Jones. Eles estão atrás de Sparrow porque ele é um dos líderes da Irmandade dos Piratas, que deve se unir para tentar sobreviver aos ataques da Companhia das Índias Orientais, que agora controla Davey Jones e seu navio, o Holandês Voador. Apesar de simples, a trama guarda algumas reviravoltas que são um dos complicadores do filme, pois acabam enchendo os diálogos de referências pouco explicadas (talvez ganchos para futuras seqüências?). Os diálogos divertidos dos primeiros filmes ainda estão presentes, até em maior peso, com Johnny Depp novamente roubando a cena. Em algumas cenas em que Depp contracena com ele mesmo (não vou contar o motivo) vê-se como o ator realmente encarnou a estranha personalidade de Jack Sparrow. Ao lado de Depp quem comanda os diálogos do filme é Geoffrey Rush, de volta ao papel do Capitão Barbossa. Para aumentar ainda mais o número de piratas mal encarados trocando grosserias, o chinês Chow Yun-Fat integra o elenco do filme no papel do Capitão Sao Feng, outro dos tais líderes da Irmandade (em uma curta aparição, temos até o Rolling Stone Keith Richards como um capitão pirata). Sobra para Orlando Bloom e Keira Knightley a tarefa de realmente avançar com a trama.
Mas é claro que a parte importante de verdade em uma mega-produção como “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” são os efeitos especiais. E esses são de encher os olhos. As batalhas são emocionantes, destacando-se um duelo épico entre o Pérola Negra e o Holandês Voador no meio de um redemoinho, com Jack Sparrow e Davey Jones duelando no alto do mastro. As cenas na Tailândia também são muito divertidas, com uma boa combinação de comédia e aventura. Em uma cena digna de menção, Barbossa, Elizabeth, Jack, Davey Jones, Lorde Cutler e Will encenam um “duelo ao Sol”, com direito a uma trilha inspirada em Ennio Morricone, para empolgar alguns fãs dos bons faroestes. E falando em cenas importantes, este é um daqueles filmes com cenas após os créditos, então tenha um pouco de paciência enquanto aqueles milhares de nomes desfilam pela tela.
Somando tudo, “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” é um bom encerramento para a bilionária franquia da Disney. Não supera expectativas como o inigualável “O Senhor dos Anéis O Retorno do Rei”, que encerrou a trilogia de “O Senhor dos Anéis” com chave de ouro e uma pancada de Oscars, mas também não descamba para o abacaxi do final de trilogia de “Matrix”, “Matrix Revolutions”. Talvez a ganância da Disney tenha impedido um final mais emblemático, deixando algumas pontas desamarradas para permitir possíveis continuações ou “spin offs” (quando se usa apenas uma idéia ou personagem secundário para se criar toda uma nova franquia). Mas também, larguemos o puritanismo cinematográfico de lado. “Piratas do Caribe” é, e sempre foi, uma franquia pipoca. Seu objetivo é diversão simples e imediata, objetivo este que atingiu sem sombra de dúvida em seus três filmes (as bilheterias não mentem). De quebra, imortalizou a personagem de Jack Sparrow e empurrou para mais alguns anos o reinado dos filmes de aventura nos cinemas. Escorregões à parte, “Piratas do Caribe” merece seu baú de ouro.
Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"Diferentemente do Original, este terceiro filme dá uma grande enfase nos efeitos especiais e põem a trama (um enredo menos envolvente porem divertida) em segundo plano. História totalmente deslocada e sem propósito tal como o segundo filme. Na minha opinião uma tentativa desesperada de dar continuidade a um sucesso de bilheteria só porque este se mostrou uma excelente oportunidade de lucro fácil"

visitante Fabiano V. Sant Anna

"O filme é muito bom, tem um final inesperado e ainda sustenta a enigmatica quanto as atitudes dos personagens e seus reais sentimentos. A ideia de um quarto´filme é espetacular, pena que vai demorar tanto... "

visitante Analy

"Piratas do caribe 3 é espetacular! Realmente me animaram muito quando disseram que averiam um filme 4! Não só isso, o filme vai se chamar a fonte da juventude. Acho! "

visitante Bernardo Camilo De Lima Rapp

"Eu acho piratas do caribe um filmo espetacular acho o will tuner um gato ele e jack são excelentes atores pena que acabe no terceiro acho poderia ter mais filmes como piratas do caribe, e sobre piratas do caribe no fim do mundo é o melhor dos três. Quando piratas do caribe estreou achei que fosse perda de tempo ver para mim era um filme de garotos, mas quando deu na televisão fiquei viciada e quando começaram a falar que serio o último até chorei, mas tudo acaba fazer o que. O que eu tenho a dizer é que AMO PIRATAS DO CARIBE - 1, 2 e 3."

visitante Thayene de Oliveira
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