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Ilha do Medo
Shutter Island (EUA/2009)
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Direção:
Martin Scorsese
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Roteiro:
Laeta Kalogridis
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Baseado na Obra de:
Dennis Lehane (Paciente 67)
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Elenco:
Leonardo DiCaprio (Teddy Daniels), Mark Ruffalo (Chuck Aule), Ben Kingsley (Dr. John Cawley), Emily Mortimer (Rachel Solando), Michelle Williams (Dolores Chanal), Max Von Sydow (Dr. Jeremiah Naehring), Jackie Earle Haley (George Noyce), Patricia Clarkson , Ted Levine (Warden), Elias Koteas (Andrew Laeddis), John Carroll Lynch (Warden McPherson)
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[Veja os participantes de "Ilha do Medo"]
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Duração: 148 min.
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Gênero: Drama/Suspense
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Cafômetro:
[O que é o Cafômetro?]
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Nota:
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Nota dos visitantes:
[Vote]
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Lançado em 1999, “O Último Portal” marcava o retorno de Roman Polanski ao universo do suspense/terror diabólico que o consagrou em “O Bebê de Rosemary”. Lançado cheio de pompa e com a presença do astro em ascensão Johnny Depp, o longa foi um fracasso retumbante, arrecadando apenas US$ 18 milhões nos cinemas norte-americanos – diante de um orçamento de US$ 38 milhões. Apesar de ter tido um destino diferente nas bilheterias (onde já arrecadou mais de US$ 130 milhões), “Ilha do Medo” representa para a carreira de Martin Scorsese o que “The Ninth Gate” (no original) representou para a de Polanski, ou seja, um gol contra.
Baseado no livro “Paciente 67”, de Dennis Lehane, o longa tem como grandes méritos as atuações e a ambientação. O clima em volta da tal “ilha do medo” (título ridículo que busca uma relação descabida com outro clássico do cineasta, “Cabo do Medo”) é muito bem desenvolvido, muito em função da caprichada direção de arte de Max Biscoe, Robert Guerra e Christina Ann Wilson, e dos figurinos de Sandy Powell (recém-ganhadora do Oscar por seu trabalho em “A Jovem Rainha Victoria”). Destaque também para a fotografia de Robert Richardson, colaborador usual de Scorsese, Quentin Tarantino e Oliver Stone, cuja câmera ajuda à deixar a ilha mais sombria.
Como pode ver, o filme é repleto de acertos técnicos e a sempre competente direção de Martin Scorsese ajuda a valorizar essas qualidades. O roteiro de Laeta Kalogridis (também responsável pela bomba “Alexandre”, de Oliver Stone), no entanto, é repleto de equívocos. Os sonhos, reminiscências e alucinações dos personagens são mal conduzidos e comprometem a qualidade do longa. O excesso de reviravoltas também dificulta que o público abrace o filme. A questão não é dificuldade de compreensão, neste sentido a trama é rasa, mas sim o exagero em querer surpreender. É certo que a última cena de “Shutter Island” (no original) é excelente e reveladora, mas até lá é possível que venha a perder o interesse.
“Ilha do Medo” conta a história do detetive Teddy Daniels (DiCaprio) que, junto com seu parceiro Chuck Aule (Ruffalo), conduz uma investigação que o leva à Shutter Island, local que abriga o impenetrável Hospital Psiquiátrico Ashecliffe. Teddy e Chuck investigam o desaparecimento de uma paciente do hospital.
Desde sempre um ator competente, mas especialmente inspirado quando está sob o comando de Scorsese (trabalharam ainda em “Gangues de Nova York”, “O Aviador” e “Os Infiltrados”), Leonardo DiCaprio é o grande nome do filme. Com uma interpretação intensa e complexa, o ator carrega a produção nas costas e a salva de um desfecho ainda pior. Os coadjuvantes também se saem bem, com especial destaque para Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max Von Sydow. As participações femininas, entretanto, se revelam fora de tom. Michelle Williams dá vida a uma personagem sem nenhuma força dramática, por mais dramática que fosse a história em volta da mesma, e Emily Mortimer é totalmente desperdiçada como uma das pacientes/prisioneiras da ilha. Há ainda Patricia Clarkson, que é muito prejudicada pela falta de um melhor roteiro.
Além de ser o mais fraco longa de Scorsese em muitos anos, “Ilha do Medo” se revela a pior adaptação de Lehane para as telonas, uma vez que “Sobre Meninos e Lobos” e “Medo da Verdade” viraram excelentes produções nas mãos de Clint Eastwood e Ben Affleck, respectivamente.
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Lucas Salgado
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| Galerias de fotos:
Galeria de pôsteres de Paciente 67 (3 fotos)
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"O trabalho diretivo de Martin Scorsese é simplesmente fenomenal. O icônico cineasta exteriorizou na perfeição uma intrigante história sem nunca descurar nas vertentes técnicas, ou seja, ele explorou habilmente o argumento, mas sempre se preocupou com os pormenores técnicos que acompanham essa exploração exaustiva da história, como por exemplo, as seqüências ilusórias do protagonista são extremamente significativas e os cenários obscuros e decadentes alimentam e acompanham a incerteza da narrativa e o espírito da instituição. O cineasta também demonstrou uma atenção especial para com a capacidade intelectual do espectador ao não explicitar a história de uma forma concreta e conclusiva, obrigando o espectador a procurar as respostas por ele próprio. O elenco é qualitativamente liderado pela excelente desempenho de Leonardo DiCaprio, um ator que se aproxima cada vez mais de um nível de excelência. O protagonista é assombrado por um passado traumático que o interliga com a instituição que investiga assim se explica as inúmeras hipóteses teóricas que nos apresenta e que nos deixam na dúvida sobre o que é verdade e o que é uma invenção, assim sendo, nunca temos certezas absolutas ou irrefutáveis sobre quem é o vilão ou quem é o herói da historia porque o próprio interveniente principal não é muito fidedigno porque também nos apresenta uma extensa historia de violência. Ao fantástico ambiente de suspeição e de incerteza que é levantado e continuado pelo argumento, ambiente esse que é constantemente alimentado por cativantes reviravoltas e criativas suposições também se junta às fantásticas abordagens intelectuais sobre as conseqüências psicológicos que os traumas têm na estabilidade mental dos indivíduos, uma abordagem que é especialmente efetuada nos últimos momentos de “Ilha do Medo”. Mark Ruffalo e Ben Kingsley abrilhantam o elenco secundário com excelentes interpretações individuais, mas é o último que arranca os maiores elogios porque tanto nos convence como vilão ou como herói. A dúvida e a paranóia dominam a história desta produção que nos oferece uma conclusão que é bastante lógica, mas que certamente surpreenderá os espectadores. Nota: 10,0"
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visitante Willis De Faria (Cinefilomaniacos)
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