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Akira Kurosawa
23 de março de 1910, faleceu em 6 de setembro de 1998
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Akira Kurosawa, conhecido como "O imperador", por sua conduta quase ditatorial no
set de filmagem, é talvez o mais ocidental dos diretores japoneses. Caçula de oito filhos,
foi criado por um pai que valorizava a cultura ocidental. Freqüentou cinemas que exibiam filmes americanos desde a infância. Seu irmão Heigo foi narrador de filmes mudos. Quando criança foi estimulado a pintar, carregando consigo esta habilidade, que utilizava na vida profissional pintando telas como "storyboards" de seus filmes. Sua estréia na carreira cinematográfica se deu em 1936, como assistente de diretor. Durante a II Guerra, produziu filmes nacionalistas para o Japão. Mostrando sua influência ocidental, o que acarretou certo preconceito entre seus conterrâneos, adaptou peças de Shakespeare, livros de Dostoiévski, além de outros autores de fora do Japão. Perfeccionista, mandou construir um castelo nas encostas do monte Fuji e o queimou em uma cena, mandou retirar e depois recolocar o telhado de uma casa que aparecia ao fundo de uma tomada rápida, feita à bordo de um trem. Obrigava os atores a usarem os figurinos por semanas antes das filmagens, para que as roupas não parecessem novas. Após sobreviver a uma tentativa de suicídio filmou "Dersu Uzala", seu único filme feito fora do Japão e falado em outra língua, filmado na União soviética e falado em russo. Ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975 (estatueta já conquistada em 1951 com "Rashomon"), recebendo ainda um Oscar pelo conjunto da obra em 1991. Durante sua carreira recebeu vários outros prêmios importantes, como a Palma de Ouro, o Urso de Prata e o Leão de Ouro, além de uma indicação ao Oscar de melhor diretor por "Ran". Em mais de 50 anos atuando como diretor, Kurosawa deixou extensa filmografia, que conta com várias obras primas, destacando-se "Os sete samurais", "Sonhos" e "Madadayo". Kurosawa sempre
quis filmar uma versão de Godzilla, mas os produtores nunca permitiram, temendo o custo elevado do longa.
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Breno Machado
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