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Narradores de Javé
Narradores de Javé (Brasil/2003)
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"O povo aumenta mas não inventa"
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Rodado entre junho e setembro de 2001 em Gameleira da Lapa, cidade do interior da Bahia, “Narradores de Javé” conta a história de um povoado que, ao ver a iminência de ter seu vilarejo inundado pelas águas de uma represa, vê como único modo de impedir o acontecimento na transformação do local em um patrimônio da humanidade. Para isso os moradores decidem passar para o papel todas as lendas sobre a origem de Javé, e assim chamam o escrivão local Antônio Biá para escrever um livro sobre o vilarejo. Acontece que Biá tinha sido banido de Javé pela população por ter difamado praticamente toda esta através de cartas que ajudaram a salvar seu emprego nos Correios locais. Mas no desespero a população acaba dando esta oportunidade do escrivão se redimir. A partir daí, Biá passa a ir de casa em casa na região para passar para o papel as lendas guardadas nas cabeças dos moradores de Javé. O único problema é que cada morador conta uma história diferente, e sempre defendendo os interesses de seus antepassados.
O filme é brilhante, ganhou os prêmios principais nos Festivais do Rio e de Recife, onde em ambos o trabalho, não menos magnífico, de José Dumont foi premiado. Dumont é a alma do longa, onde pode treinar toda sua capacidade de improvisação. Praticamente todas as marcantes falas de Biá, como “piaba de silicone”, “tapioca de exu”, “manicure de lacraia”, “pokemon de Jesus”, “omelete de cupim”, “desinteria de tinta”, “um dilúvio bovino”, “clonado de miolo de pão”, entre outras, foram criadas pelo próprio ator.
Este é o segundo trabalho de Zé Dumont como a diretora Eliane Caffé, o primeiro foi em “Kenoma” (1998). O longa conta ainda com as presenças de Matheus Nachtergaele (“Cidade de Deus”), Nelson Dantas (“O que É Isso, Companheiro?”), Gero Camilo (“Carandiru”) e Nélson Xavier (“Benjamin”), que só ajudam à abrilhantar mais “Narradores de Javé”.
Ao mostrar o confronto entre o progresso e as tradições de um lugarejo, o filme ainda se preocupa em citar o problema das terras em nosso país, onde os primeiros habitantes demarcavam, por si mesmos, a extensão de suas propriedades. Resumindo, o filme é imperdível, e boa parte disso é por causa de José Dumont que, bairrismos à parte, merecia um Oscar por sua interpretação.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Curti lua de mel em janeiro de 2008, na bela Lençóis-ba e o filme Narradores de Javé trouxe um pouco da poesia que o relevo daquela região inspira. As tomadas de cena no cume do Morro do Pai Inácio, permeado de lendas pelos moradores da região, compôs muito bem a narrativa do filme. Aliás, fez-me lembrar da historias sobre o escravo Inacio, que deram nome ao morro.
Com seu tom de documentário, o filme fascina por valorizar a história oral como fonte de uma narrativa bem conduzida por seus protagonistas: O proprio povo que se formou a partir daquela história que eles agora contam.
Esse resgate da história oral merece aplauso, sobretudo pela sensibilidade dos realizadores do filme.
Parabéns.
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visitante Nilton Cirqueira
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"Narradores de Javé é um filme maravilhoso, pois mostra a história de um povo que busca conhecer suas origens, além disso o filme nos mostra o quanto é importante conhecermos a nossa língua portuguesa. Infelismente hoje em dia principalmente no nordeste a educação está precária fazendo com que a população fique sem conhecimento e isso é muito triste, mas vamos torcer para que esse jogo vire logo.
Falando em escola a minha professora de língua portuguesa passou um trabalho referente a esse filme, e foi sensacional pois todos na sala de aula participou do trabalho.
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visitante Izabela Lindoso
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"Narradores de Javé é um filme maravilhoso, pois mostra a história de um povo que busca pelas suas origens, além disso o filme nos mostra o quanto é importante conhecermos a nossa história. Desse modo, o filme é muito interessante e por meio da comédia prende atenção na narração do início ao fim. "
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visitante Daniele N.
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"É perfeito como o filme mostra a vida das pessoas que não tem os documentos das suas terras, Javé é um lugar fictício, mas muitas dessas histórias podem ser vistas no Brasil, a forma como o desenvolvimento e o progresso chega beneficiando uma parte e destruindo parte da vida de muitas pessoas. Assisti esse filme no i período de História para fazermos uma resenha, amei, e tenho certeza que um dia passarei para os meus alunos! "
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visitante Renata Ramos
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"Atenção professores!
Imperdível. Trabalho interdisciplinar riquíssimo (Geografia, História, Língua Portuguesa... ) E os alunos adoram. "
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visitante Dora
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[Veja todos os comentários]
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